A História do Instituto Ísvara
Tradição, Presença e Tecnologia da Mente
Nascido de um Encontro
Algumas coisas nascem pequenas porque ainda não encontraram o espaço que merecem. O Instituto Ísvara nasceu numa sala de estar, em 1985, quando Andrés De Nuccio começou a ensinar yoga para um grupo de amigos em Campinas.
Ele tinha chegado ao Brasil ainda jovem, trazendo consigo a prática iniciada na adolescência em sua Argentina natal, e uma convicção que nunca abandonou: o yoga é, antes de tudo, uma tecnologia da mente. Uma forma precisa e testada de transformar a relação de uma pessoa com seus próprios pensamentos, emoções e com a vida que ela realmente tem.
As pessoas foram chegando. A sala ficou pequena. Em 1991, o que nascera de forma discreta ganhou nome e endereço formal: Instituto de Yoga Ísvara, em Campinas. O nome carrega intenção. Ísvara, no Vedanta, aponta para a dimensão mais elevada da consciência, aquilo que está além das oscilações cotidianas do ego. Não foi escolhido por acidente.
O Amparo da Tradição
O crescimento foi constante. Andrés aprofundou sua própria formação junto ao professor Hermógenes, uma das maiores e mais respeitadas referências do yoga no Brasil.
Esse vínculo não foi apenas de admiração: foi de estudo real, de aprendizado que deixou marca no modo como o Ísvara concebe e transmite o yoga até hoje.
Em 1997, dois acontecimentos importantes. O Instituto se mudou para um espaço maior, e o Ísvara lançou o Jornal do Yoga, o primeiro do gênero em Campinas e um dos primeiros do Brasil, com cinco mil exemplares distribuídos gratuitamente todo mês. Por vários anos, o jornal foi publicado mensalmente e chegou a praticantes de yoga em todo o país.
Uma forma de levar o conhecimento além das salas de aula, com a seriedade e a acessibilidade que sempre marcaram o trabalho do Instituto.
A Visita dos Mestres
Nesse mesmo ano aconteceu algo que marcou profundamente toda a comunidade: a visita do Swami Dayananda Saraswati a Campinas, a convite do Ísvara. Sua presença ampliou horizontes e aprofundou a visão de todos que participaram.
Outros mestres seguiram nos anos subsequentes: o Swami Vagishananda, o Swami Sarvabhutananda, o Swami Santatmananda. Visitas que não foram eventos isolados, mas confirmações de uma direção.